Terça-feira, 25 de Julho de 2006
com uma mão patrocina a guerra e com a outra promove a paz.
Uma mão lava a outra
| Jornal Noticias |
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Cá se, fazem..., Paulo Baldaia, Chefe de Redacção
Os Estados Unidos da América são hoje donos da guerra e da paz. Esperemos, por isso, que Condoleezza Rice em visita ao Líbano e a Israel queira dizer que a guerra, que começou a 12 de Julho, vai terminar por estes dias.
Até ontem, fazia-se notícia do facto da estratégia de Rice não passar por um cessar-fogo imediato e ontem a notícia foi o "cessar-fogo urgente e viável" pedido pela secretária de Estado americana.
A verdade é que a guerra como Israel a apresentou - contra o Hezbollah e o Hamas - não teria fim, porque as guerrilhas terroristas não temem as bombas israelitas que matam inocentes, antes se alimentam delas. O Estado judaico procura apenas enfraquecer os dois grupos e não há leis internacionais que lhe possam retirar esse direito. Os americanos apoiam a estratégia de Telavive e a paz que agora procuram é apenas o corolário da ofensiva que patrocinaram.
A paz que todos desejam para o Líbano não pode, no entanto, fazer esquecer a guerra de Israel nos territórios palestinianos e todas as outras - incluindo a do Congo, onde morrem mais de mil pessoas por dia, a maioria crianças, vítimas directas e indirectas da guerra. No Iraque, onde Washington fez o seu principal investimento militar, é mais fácil morrer hoje do que no tempo em que governava o ditador Saddam Hussein.
Ninguém duvida que a democracia funciona no interior dos Estados Unidos, como toda a gente sabe que o senhor Bush patrocina guerras à margem do direito internacional e das Nações Unidas.
Ali, no Líbano, onde todo o mundo tem os olhos postos, a paz não chega sem o esforço de Washington, que com uma mão patrocina a guerra e com a outra promove a paz. |
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sinto-me: séria