Quarta-feira, 24 de Outubro de 2007
Será que tudo vale a pena quando a alma não é pequena?

Hoje estou muito ansiosa. Eu explico... Fizeram-me um convite profissional que, a ser aceite de vai retirar tempo para acompanhar os meus Filhos e cara metade. Não sou carreirista. Gosto de trabalhar e responder com empenho ao solicitado. Sempre fui dedicada à familia e beneficiei de Jornada  continua/reduzida, que me permitiu um acompanhamento  dos miúdos que deu os seus frutos. Um deles têm apenas 11 anos e necessita ainda muito da minha presença.

Por outro lado Não serei compensada em termos remuneratórios de modo a que eu possa dizer que val a pena.

Por mim só tem um ponto positivo: faz-me estar actualizada ,atenta, informada.

Vou pedir-vos  alguns comentários ao meu "Dilema". Já sentiram algo semelhante?

publicado por ciloca às 20:12
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6 comentários:
De Andesman a 24 de Outubro de 2007 às 22:56
Ó Ciloca, só tu que tens os dados podes avaliar a situação e decidir. Com calma, medindo prós e contras irás decidir acertadamente. Jocas e boa sorte
De melgadoporto a 26 de Outubro de 2007 às 19:03
Nem me conheces, por isso estou à vontade para o que vou dizer.
Mudanças nas nossas vidas, principalmente nas suas rotinas, são sempre uma decisão nada simples.
Posso te dizer por experiência própria que era averso a mudanças. Mas hoje sei que mudar me fez crescer no sentir do que é realmente importante.
E costumo dizer que nada acontece por acaso.
Acho que tens que pensar se não será este o teu “momento”.
Mas só tu saberás e decidirás.
Ouve todos, mas fundamentalmente ouve-te a ti mesma.
Boa sorte!
:)
De Arcana a 28 de Outubro de 2007 às 14:41
como vais???
achei seu blog no google..
temos uma foto em comum
^^

Gostei do seu blog!
vim também te desejar um bom fim de semana...

beijos no coração
De Alvaro Faustino a 28 de Outubro de 2007 às 16:06
Viva ciloca. Esse dilema fez-me lembrar o que eu passei aquando tive de tomar a decisao de emigrar. No meu caso, tanto eu como a minha esposa estamos felizes de ter tomado a decisao de emigrar-mos.
De zé (do beco) a 29 de Outubro de 2007 às 15:56
Confesso que também nunca fui "carreirista". O que aconteceu na minha vida profissional foi só porque tinha que acontecer. Outra coisa que nunca consegui encarar de bom grado nesta nova economia neo-liberal, ou ultra-liberal, é deixar de viver para a família e passar a viver para a carreira. Mas os tempos mudaram e quem sou eu para dar palpites? Às vezes uma "pedrada no charco" até pode fazer muito pelas nossas vidas mas não sou de trocar o certo pelo incerto.
É uma decisão que deve ser bem ponderada e tomada pelos intervenientes.
Felicidades para o que aí vier.
Beijinho.
De zé (do beco) a 29 de Outubro de 2007 às 21:58
Ciloca: é verdade que os pais se medem pelo que fazem e não pelo que dizem fazer. Sempre me irritaram aqueles pais que garantem fazer tudo pelos filhos. Alguns até se dizem capazes de matar pela felicidade dos filhos mas depois, quando eles acordam a meio da noite cheios de febre, esses "heróis" são os primeiros a falhar. Quantos dias de trabalho depois de noites perdidas nas urgências do hospital, quantos quilómetros percorridos pela madrugada fora à procura da farmácia de serviço levaram à rotura de vidas emolduradas com fantasias de pais que não aguentaram a pressão. Mas nós, os resistentes que nunca prometemos nada mas que nunca virámos a cara às dificuldades, chegamos ao fim da vida muito mais realizados, com o orgulho de vermos aqueles seres pequenos e débeis, que cabiam na palma da nossa mão, a serem pessoas de verdade, pessoas de corpo inteiro.
No meu caso, como muitos outros da minha geração, por vezes senti-me perdido na vida. Éramos confrontados com a dura realidade da vida sem o amparo dos pais. Por isso não quero que a minha filhota alguma vez se sinta assim. Quero que seja ela a trilhar o seu caminho mas ciente que se em qualquer curva da vida lhe surgir um obstáculo eu lá estarei para o remover, ainda que nunca lho tenha prometido.
Nem de propósito hoje chegou a casa muito aflita com uma luz de médios fundida. Como já chega de noite e vai precisar do carro todos os dias (e a partir da próxima semana até às dez horas da noite), por conveniência de horários, lá terei de me deslocar com ela até ao Estoril e enquanto ela trabalha vou tentar substituir a lâmpada durante o dia. Junto o útil ao agradável e aproveito para levar a cadela até ao Guincho e, se houver tempo, talvez almocemos juntos, porque são estas pequenas coisas que fazem a vida ainda valer a pena.
Beijinho.

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