Domingo, 3 de Setembro de 2006
Música: Carlos do Carmo e Camané na Torre de Belém
 

 


Dois homens, dois fadistas cantaram a Lisboa/cidade-mulher de hoje e de outros tempos.Ontem 2 de Setembro, às 22h00, a Torre de Belém recebeu Carlos do Carmo e Camané.

 

Os cantores dividiram pela primeira vez  o mesmo palco, não fosse Carlos do Carmo uma das referências máximas do Fado para Camané e este reconhecido como o Futuro aos olhos do intérprete da tão nossa "menina e moça".
 
Como convidados especiais participaram Eunice Munõz, que recitou poemas dedicados à cidade, Bernardo Sassetti, um pianista de Lisboa e do mundo; e a Sinfonietta de Lisboa que acompanhou os dois fadistas em parte do concerto, percorrendo alguns dos mais emblemáticos fados do percurso artístico de cada um com novos arranjos de José Mário Branco, Pedro Moreira, Bernardo Sassetti e Vasco Pearce de Azevedo, este último também a dirigir a orquestra.


  O espectáculo, que teve "casa cheia", foi , desculpem a redundância, ESPECTACULAR.

Os Deuses abençoaram a noite, pois esta estava quente, não corria uma brisa, mesmo estando junto ao Tejo.

Arrisco a dizer que o clima/ambiente, foi de veneração , pois no palco tivemos figuras, do melhor que o País tem, quer em termos de fado, quer em termos do teatro, e da Música.

A CML, está de parabens.

publicado por ciloca às 11:12
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12 comentários:
De Maria Papoila a 3 de Setembro de 2006 às 12:06
Olá! Gostaria ter podido assistir a esse maravilhoso espectáculo que tão bem descreves decerto que as Tágides cuidaram para que o tempo fosse favorável. Gosto de fado tu sabes, e ouvir Carlos do Carmo e Cá Mané... Beijinhos
De Andesman a 3 de Setembro de 2006 às 21:46
Olá Ciloca! Como eu gostava de ter estado na Torre de Belém...Jocas gandes
De soaresesilva a 3 de Setembro de 2006 às 22:25
Tive tanta pena de não ter ido! Desafiaram-me, eu aceitei mas à última hora tive de desistir. Carlos do Carmo e Camané, dois fadistas autênticos, que eu não me canso de ouvir. tive imensa pena de ter perdido este espectáculo.
De Praia da Claridade a 4 de Setembro de 2006 às 02:34
Gostava imenso de ter ido à Torre de Belém ver e ouvir esses fadistas, que realmente dispensam apresentações...
"Apreciei" aqui neste blog esse espectáculo com a maravilhosa descrição, muito bem elaborada !
Uma boa semana, com muita Alegria e Saúde.
Beijinhos.
Filipe
De Alvaro Faustino a 4 de Setembro de 2006 às 02:51
Embora os admire como vozes que são, não posso dizer que goste de fado. Mas também sendo do Norte, não estamos tão habituados a essa cultura fadista como os lisboetas.
De Cöllyßry a 4 de Setembro de 2006 às 18:47
Agradelço a Tua visita sempre tão carinhosa...
tenho andado um pouco ausente, por falta de tempo mesmo...
Meu doce olhar Te dixo num esvoaçar...
Levei um favotito...assim a tua persença é uma constante no olharindiscreto, visita o Vitral e a janela_aberta, são tambem meus...
Teu lá umas rosas que não pegas-te, pega elas com meu carinho
Cõllybry
De a 5 de Setembro de 2006 às 13:11
Com o devido respeito pelos mais experimentes e antigos fadistas: a Torre de Belém é de facto o único local a que estes velhos do restelo se apropia. É preciso romper barreiras. Não estou contra os "velhos do fado", até porque Camané, por exemplo, não o é- mas o seu fado por esses caminhos caducos envereda.

É extremamente necessário romper barreias. É, externamente a tudo o que já foi feito, preciso inovar. Voemos para novos tempos. O fado tem um tom melodramático, mas nã deixa de ser bonito. O fado é bonito. Criar novos caminhos não implica romper com todos os caminhos que deram ao cruzamento onde hoje nos encontramos. É preciso inovar e invocar novos fados em todos os nossos dias. O fado não precisa de ser melodramáticamente chato. Se alguma coisa de chata existe no fado é o facto de ser sempre igual, desde os primórdios da sua criação até aos nossos dias.

Um novo fado nasceu. A Naifa.
De ciloca a 5 de Setembro de 2006 às 19:28
Temos pena.Mas penso que não podemos renegar as raízes, e o fado é a nossa cara Ha! HA!Ha!
De a 6 de Setembro de 2006 às 22:38
Acho que escrevi, escrevi, e aqui neste cantinho ninguém percebeu nada do que eu disse. Sou "fã" de fado. Vou repetir mais uma vez: existe a necessidade de romper, de algum modo, com as raízes que nos prendem, como se de grilhões se tratasse, ao chão. Em tempos voámos com o fado. Agora continuaremos a voar com o fado. O fado não precisa é de ser sempre igual. Porque, se assim fôr, vai ficar saturado... e, eu, enquanto verdadeiro apreciador de fado que sou, pretendo que a nossa tão amada música voe. Tudo o que eu quero é que ela não fique presa para sempre ao passado. Isso, sim, seria acabar com o fado.

Deixei-vos a dica, não sei se a entenderam.
Eu volto a voltar a explicar: oiçam a naifa.
De xicoxperto a 5 de Setembro de 2006 às 20:13
Também não sou "grande" apreciador de fado, assim como não sou de folclore, em geral, mas daí a ter alguma pretensão de romper com raízes e tradições populares... Tudo tem o seu lugar e o fado não tem que mudar nada de que os seus apreciadores gostem.
Quanto ao espectáculo em si, embora não seja apreciador, acho que Lisboa e o Rio Tejo bem precisam da vida e animação que estes eventos lhes trazem. Uma cidade viva não é, apenas, uma cidade com uma discoteca em cada esquina a abanar o capacete ao ritmo do extasi.
De ciloca a 7 de Setembro de 2006 às 21:52
OK, fiquei mais tranquila, pois inicialmente não tinha entendido que apenas queres o fado mais animado. Eu acho que há fados bem animados e com ritmo. Contudo o próprio nome (fado) contem um não sei quê de melancolia, tristeza, destino,.
De a 8 de Setembro de 2006 às 15:24
Então talvez não tenha compreendido na mesma. A tristeza, a melancolia e a nostalgia, fazem todas parte desse mesmo universo. Não quero nada mais animado que não seja mais bonito. As coisas não precisam de ser animadas para serem bonitas. Eu acredito nisso. E- se me fizer entender- acredito em ramificações do fado. (ainda há pouco acabou de tocar no meu compudator Carmo; mas enfim: ninguém vai compreender o que quero dizer se não compreender o que é o fado primeiro continuando a acreditar que o fado é só a parada tisteza dos nossos dias.)

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