Quarta-feira, 27 de Fevereiro de 2008
mandaram-me este e-mail
'O colega do lado' por Maria João Lopo de Carvalho

Gramamos a família porque a hereditariedade nos impõe, gramamos o marido (ou a mulher) porque o escolhemos de livre vontade, mas gramamos os colegas de trabalho porque nos calham na rifa e temos de levar com eles em cima, a bem
ou a mal, na melhor das hipóteses, oito horas por dia. Ou seja: a família, quando muito, aos domingos e feriados; o marido e os filhos, duas, três horas por dia, no máximo (metade das quais a ver televisão ou a partilhar tarefas domésticas); e os outros, para os quais não fomos ouvidos nem achados, dispõem de mais tempo e de mais espaço do que toda a nossa vida somada. É com eles que rimos, choramos, que nos irritamos, que amuamos, que lixamos ou somos lixados, que vamos à bica e às compras, é a eles que avaliamos, que ajudamos, são eles os nossos carrascos e cúmplices, os nossos amigos ou, pior, os nossos principais inimigos. É no trabalho, acho eu, que revelamos as nossas grandes capacidades e virtudes, mas também, e como há tempo para tudo, o pior que o ser humano tem: a inveja, o rancor, a gula (roubo todas as caixas de chocolates onde os meus olhos vão parar), a vaidade, a intriga, o orgulho, a luxúria (enfim, todos sabem como e porquê.
'Ai, você hoje está linda...', 'Acha dr?', 'Não acho, tenho a certeza, brilha como a lua).
O ambiente de trabalho é assim, muitas vezes, uma impiedosa arena do circo romano onde se mata quem é fraco, sobrevive quem é forte. É esta a tragédia da questão. Competitividade e matança são armas letais de significado idêntico - desafie-se o poder! Mas como perder ninguém quer, ligamos a competição à ambição (a longo prazo) e à ganância (a curto prazo), tudo em
circuito fechado, para que a via-sacra da matança seja forte demais e excitante demais para a conseguirmos abafar. (...)
Há sempre um gajo porreiro em que nós escudamos e que, de facto, não nos quer tramar às primeiras; um gajo que tem dias e que ora amanteiga para direita, ora amanteiga para a esquerda - é o gajo que quando a coisa corre bem foi ele próprio que a fez (é 'muita bom'), quando corre mal, fomos nós, pobres inexperientes e ele até se fartou de nos avisar, infelizmente não
acreditámos no seu teatro.
Adoro a tribo dos manteigueiros frenéticos: aqueles que só saem depois do chefe nem que fiquem a jogar paciências no computador, que nos desfazem em strogonof pelas costas, que controlam as nossas entradas e saídas de cena, bichanam com os seus superiores e ajustam contas com as secretárias e o pessoal, a quem com tanta alma chamam 'menor', baralhando sem pudor
humilhação com humildade. Prefiro o folclore dos que gritam como ovelha a ser degolada mas que depois se redimem ao acrescentarem uns parágrafos triunfais na 'porra' do dossiê.
Nós os portugueses adoramos reunir. Podemos não fazer a ponta de um corno, mas reunir tem de ser. Basta reunir e já está! Não é nunca o ponto de partida, é sempre o ponto de chegada. E antes de reunir gostam de planear a estratégia para tramar o parceiro. Pode não haver estratégia para mais nada, mas para tramar o colega do lado aqui vai disto.
Agressividade quanto baste é a metodologia (odeio esta palavra) para chegar ao poder. Todos conhecem a cartilha, a cru ou disfarçada de fada boa.
Em suma, os portugueses acham que para serem melhores têm de arranjar alguém para mau da fita, é a teoria dos vasos comunicantes em todo o seu esplendor.
É com 'vasos' destes - que à partida não são nem amigos, nem filhos, nem marido, nem sequer os escolhemos num menu - que temos de partilhar o cheiro, a voz, e o génio; das ramelas, à barba por fazer; das malhas na meia ao rímel esborratado, todas as horas, todos os dias, todos os anos. É tudo uma questão de 'ambiente' no trabalho!

 

 

 

publicado por ciloca às 22:07
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Quinta-feira, 21 de Fevereiro de 2008
...
publicado por ciloca às 22:34
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Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008
rodizio de suchi

Embora com muito pouco tempo, não resisti a vir deixar-vos uma nota sobre o jantar de aniversário da tenager .

Por volta   das 21 horas, lá fomos nós rumo ao Largo de Camões, pois ali nas imediações  existe há algum tempo um restaurante Japonês onde se come tudo o que quiser e quanto quiser pela módica quantia de 10€ por cabeça, sem bebidas incluídas . (Cuidado que um vinho custa acima de 5€.)

Confesso que não sou muito apreciadora de sushi , mas enfim lá fomos fazer a vontade à miúda   que fez exactamente a bonita idade de 19 anitos.

De seguida e embora fosse segunda feira demos uma voltinha pelo Bairro Alto. Foi agradável, pois a noite estava esplêndida , embora estejamos em Fevereiro. As esplanadas estavam cheias de gente, vásse lá saber se todas aquelas pessoas também estavam a festejar aniversários ou outros festejos quaisquer.

 

E pronto meus amigos aqui fica , mais um post da minha simples vidinha.

 

publicado por ciloca às 20:45
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Sábado, 9 de Fevereiro de 2008
Estou de volta

olá a todos!

Fim de semana desencontrado da cara metade e por isso sobrou-me uns minutos para o blog.

Hoje tenho um Jantar cá em casa. Não , não sou eu que dou o jantar é a tinager que resolveu terminar em grande estilo as fárias que  vão acabar. Quanto a mim, vou jantar fora, pois não me apetece ficar fechada no quarto para não incomodar a turma.

 

Tenho andado muita cansada, chego a casa depois das 20horas, se não mais,    por isso calculam, ou não, eUZINHA QUE DURANTE ANOS ESTAVA EM CASA ÁS SEIS DA TARDE.

 

O Carnaval passou por mim que nem o vi. O Inverno está a acabar a julgar pelo belo sol que tem brilhado por aqui.

Aqui vou deixar um abraço e beijos para todos que ainda me visitam.

 

Perfume de Mulher

publicado por ciloca às 19:24
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