Quarta-feira, 26 de Abril de 2006
Uma Palavra
Eu.
Uma palavra, duas letras, duas vogais. Eu.
Algo simples, fácil de escrever, fácil de dizer, difícil de compreender.
Sei o que sou mas não sei quem eu sou.

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publicado por ciloca às 21:41
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Segunda-feira, 24 de Abril de 2006
A Revolução Portuguesa de 25 de Abril
O texto que se segue é destinado sobretudo aos jovens, que nasceram pós 25 de Abril
A Revolução Portuguesa de 25 de Abril

Introdução

Menino
Sérgio Guimarães

Há vinte anos, em vésperas do 25 de Abril, Portugal era um país anacrónico. Último império colonial do mundo ocidental, travava uma guerra em três frentes africanas solidamente apoiadas pelo Terceiro Mundo e fazia face a sucessivas condenações nas Nações Unidas e à incomodidade dos seus tradicionais aliados.

Para os jovens de hoje será talvez difícil imaginar o que era viver neste Portugal de há vinte anos, onde era rara a família que não tinha alguém a combater em África, o serviço militar durava quatro anos, a expressão pública de opiniões contra o regime e contra a guerra era severamente reprimida pelos aparelhos censório e policial, os partidos e movimentos políticos se encontravam proíbidos, as prisões políticas cheias, os líderes oposicionistas exilados, os sindicatos fortemente controlados, a greve interdita, o despedimento facilitado, a vida cultural apertadamente vigiada.

A anestesia a que o povo português esteve sujeito décadas a fio, mau grado os esforços denodados das elites oposicionistas, a par das injustiças sociais agravadas e do persistente atraso económico e cultural, num contexto que contribuía para a identificação entre o regime ditatorial e o próprio modelo de desenvolvimento capitalista, são em grande parte responsáveis pela euforia revolucionária que se viveu a seguir ao 25 de Abril, durante a qual Portugal tentou viver as décadas da história europeia de que se vira privado pelo regime ditatorial.

António Reis - Portugal 20 Anos de Democracia

sinto-me:
publicado por ciloca às 20:27
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Sábado, 22 de Abril de 2006
...
     

 

 

 

 

 

  Ah, é você! Pode entrar — disse ela com aquela voz aguda que lembrava amarelo-esverdeado e que sempre o irritava. Nunca o tratava por tu, apesar de ele ser seu genro.

Simulando bom humor e despreocupação encaminhou-se, de passo desembaraçado, para junto da cama branca de ferro esmaltado. A lamparina, presa a um varão, espalhava uma luz débil. Por que éque Teresa tinha a cara tão arroxeada?

— Teresa!

— Não é nada, José. Todas as mulheres passam por isto.

Mas em seguida a cara torceu-se-lhe de dor.

  Dona Marcelina! Dona Marcelina!

Dona Marcelina, a parteira, empurrou-o para o lado.

  O senhor é melhor sair daqui — disse naquele tom próprio das pessoas que se sentem seguras de si quando estão a trabalhar. —Dê um passeio ou vá para casa. Isto ainda demora. Telefone sempre que quiser. E quando voltar basta tocar a campainha do portão.

Viu-se outra vez na saleta sem porta. Imóvel, o homem de bigode à Kaiser contemplava os cravos de papel em cima da mesinha. Taque, taque, taque... sempre taque, taque, taque. Tornava-se insuportável. De facto o melhor era ir dar um passeio.

Uma noite branda, de princípio de Outono. Melancólica e suave a natureza agonizava, ajustava-se à índole do país. A natureza agonizava, mas a morte não se cumpria: uma vez caídas as folhas, começavam a abotoar as camélias, desafiando ventos e chuva, e as laranjas e os limões fulguravam entre a sua folhagem sempre verde. Agonia que não levava à morte.

Solução caridosa, prorrogação perpétua. Não havia ressurreição. Era assim, também, que a Pri­mavera em Portugal não lhe queria parecer uma Primavera a valer, mas antes a continuação mais exuberante do inverno das camélias. Sempre que se aproximava a Primavera não podia deixar de sentir a nostalgia dos dias muito frios em que o assombrava a luta da primeira campânula com a terra ainda coberta de neve, a vitória do frágil rebento sobre a morte. Agora vivia ao calor dum sol mais generoso, conhecia invernos benevolentes, mas os contrastes perdiam os contornos. Desceu a Avenida. A iluminação fraca dos candeeiros não deixava realçar a desproporção agressiva dos edifícios de granito. Os reclamos luminosos, na Praça, de tão pobres amorteciam este centro em vez de o animarem.

 «Diáaaaario de Lisboa! Olh’o Popular! Diáaario!». Tinha, portanto, chegado o rápido. Comprou um jornal e entrou num café.

 

ILSE LOSA, SOB CÉUS ESTRANHOS, Edições Afrontamento, 1992, pp. 8, 9.

 

publicado por ciloca às 19:14
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...

GOSTO DE VOCÊ

Gosto de gente com a cabeça no lugar,
de conteúdo interno, idealismo nos olhos e
dois pés no chão da realidade.
Gosto de gente que ri, chora,
se emociona com um simples e-mail,
um telefonema, uma canção suave,
um bom filme, um bom livro,
um gesto de carinho,
um abraço, um afago.
Gente que ama e curte saudade,
gosta de amigos, cultiva flores,
ama os animais.
Admira paisagens, poeira e chuva.
Gente que tem tempo
para sorrir bondade,
semear perdão, repartir ternura,
compartilhar vivências e
dar espaço para as emoções dentro de si,
emoções que fluem naturalmente
de dentro de seu ser!
Gente que gosta de fazer as coisas que gosta,
sem fugir de compromissos
difíceis e inadiáveis,
por mais desgastantes que sejam.
Gente que colhe, orienta, se entende,
aconselha, busca a verdade e
quer sempre aprender,
mesmo que seja de uma criança,
de um pobre, de um analfabeto.
Gente de coração desarmado,
sem ódio e preconceitos baratos.
Com muito AMOR dentro de si.
Gente que erra e reconhece,
cai e se levanta,
apanha e assimila os golpes,
tirando lições dos erros e
fazendo redentoras
suas lágrimas e sofrimentos.
Gosto muito de
gente assim.......
e desconfio que é
deste tipo de gente
que DEUS também gosta!

 

Artur da Távola

foto de Anne Gedes

sinto-me:
publicado por ciloca às 18:57
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Sexta-feira, 21 de Abril de 2006
...

 

São de facto lindas as flores "sapatinho"

o nome vem seguramente da sua forma de sapatinhos

 

sinto-me: mais esclarecida
publicado por ciloca às 23:19
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...

Esta é uma Dália, que todos devem conhecer......

 

Hoje aprendi uma coisa nova.

Podem chamar-me ignorante, pois então, que isso não me vai afectar.

Então aqui vai, aprendi que existe uma flor que se chama sapatinho. Sapatinho-de-judeu. Pois é ....e sabem porquê? Porque um dos meus amigos virtuais, me tentava explicar, que uma sua amiga da juventude era linda..linda. tipo cruzamento entre  estrelicia e sapatinho. Ora eu na minha ignorancia, pergunto-lhe  que nova espécie será essa   do cruzamento de uma flor com um sapatinho ? ?  -  Daqueles de calçar - Estão-se a rir ? ? Pois fui á procura do sapatinho e encontrei.

Vejam esta foto em baixo é um sapatinho de judeu.

 

 

sinto-me:
publicado por ciloca às 19:09
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Quarta-feira, 19 de Abril de 2006
...

Palavras Velhas  

Sente-se aqui,

Vamos conversar;

Mesmo que tudo tenha sido dito

E todas as palavras sejam velhas

Entre nós dois.

Mas, nesta saudade de hoje,

Deixe que eu me engane

E como se fossem coisas novas

Diga tudo de novo

Para você.

sinto-me:
publicado por ciloca às 18:31
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